Quinta, 18 de maio de 2017, 17h15
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Política / R$ 50 mil

"JBS doou na minha campanha, mas nessa hora não separa ninguém", diz deputado

A declaração foi feita durante entrevista a rádio Capital FM, nesta quinta-feira (18)



O deputado federal Adilton Sachetti (PSB) disse que recebeu R$ 50 mil em doações da JBS, para campanha eleitoral de 2014. Ele ainda ressaltou que na hora que ‘estoura a bomba’ não separa ninguém.

 

A declaração foi feita durante entrevista a rádio Capital FM, nesta quinta-feira (18).

 

Isso porque, os delatores donos do frigorífico JBS, Joesley e Wesley Batista, disseram à Procuradoria-Geral da República que gravaram o presidente da República, Michel Temer (PMDB) dando aval para comprar o silêncio do deputado estadual Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato.

 

“Inclusive sou cliente da JBS. Minha família vende gado para eles. Nós pedimos ajuda na campanha para eles e eles colocaram R$ 50 mil na minha conta. Doação de campanha como manda a lei, mas nessa hora não separam ninguém. Todo mundo como se fosse bandido para tentar salvar os bandidos. Doação de campanha é diferente. Fiz a minha baseada na lei existente. Mas na hora de tirar o extrato de doação na campanha não separa o lado mediante a lei e quem recebeu por fora”, disse.

 

De acordo com o parlamentar é o momento ímpar na história do país.

 

“Não gostaria de estar vivendo esse momento. É uma situação que não é bom para ninguém, nem para o país, nem para o cidadão. Não é bom nem para os políticos. Mancha todo mundo é uma situação que temos que enfrentar. O Brasil está começando a ser passado a limpo”, ressaltou.

 

Sachetti falou sobre a situação de o presidente Temer de renunciar o cargo ou uma brecha na Constituição para mantê-lo.

 

“Na minha visão ou nós vivemos uma democracia na sua plenitude ou cada crise que tiver que ultrapassar o limite, nós vamos criar regras novas. Se há uma regra acho que tem que ser seguida porque se não nós perdemos o efeito. Posso propor algo novo de repente porque nós estamos vivendo uma crise fora do padrão e então, buscamos solução que seja nesse momento que aparenta ser a melhor para sair da crise, mas que não tem legitimidade da Constituição. Daquilo que ajudou a construir. Sou partidário, o que está na lei na nossa Constituição. Ou nós aprendemos e respeitamos a democracia ou a cada crise que tiver vai surgir salvadores da pátria”, disparou.

 

Segundo o deputado federal, o partido ainda não se reuniu para discutir a situação.

 

“Não tivemos tempo de reunir. Porque ontem foi a mesma coisa que soltar um mal cheiro no Congresso que invadiu em questão de minutos não tinha mais ninguém lá dentro. Fui convocado pelo partido para ver o encaminhamento e começar a conversar. Aquele que está no olho do furacão mais diretamente dentro do Poder, deve ter passado a noite buscando alternativa para essa situação, mas a alternativa é seguir a legislação e ouvir a gravação para tornar as coisas transparentes. Porque me parece que nós estamos dentro de um furacão do qual só pegamos a ponto do novelo de linha. Nós temos que buscar solução dentro da democracia. Entendo que o momento é grave e é hora de chamar uma nova Constituinte, mas tudo isso como é que a gente consegue fazer andar”, questionou.


Estrago na economia


“A economia começava a dar sinais de tomar um novo momento. O PIB do primeiro trimestre positivo. Nós temos uma geração de emprego que se tornou positiva. Dólar estabilizado. Temos uma super safra para o Brasil. Tinha alguns mecanismos alicerçando, uma mexida positiva na economia. Isso agora trará consequências negativas. O dólar já deu sinal de alta, mas os resultados das bolsas todas tiveram resultados negativos ontem a noite. O Brasil vai passar por um momento de dificuldade empresarial. O mais rápido que nós temos que buscar é uma solução para essa crise política. Buscar um novo horizonte. O Brasil tem um problema muito maior que isso. Tem problema de moral e ética”, finalizou.



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