Quinta, 15 de junho de 2017, 14h00
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Política / OBRAS DA COPA

Deputado se diz frustado por relatório de CPI não ser considerado pelo Governo e MPs

A declaração foi feita durante entrevista na rádio Capital FM



O deputado estadual Oscar Bezerra (PSB) disse ter ficado frustrado em função do resultado da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa do Mundo não ter sido considerado pelo Governo do Estado.


A declaração foi feita durante entrevista na rádio Capital FM.


“A desconsideração, por exemplo, da CPI das Obras da Copa do Mundo que de uma maneira geral, apesar de ter um contexto de acusações e apontamentos de irregularidades meio que foi desconsiderada pelo governo e pelos Ministérios Público Federal e Estadual. Isso nos deixa de certa forma com uma frustração. Porque dois anos de CPI, dinheiro público envolvido, tempo e dedicação exclusiva, abandonando sua base para dar uma CPI com resultado. Porque todas as outras no parlamento estadual, sempre acabou em nada, não tinha objetividade de acusações. Essa teve, mas mesmo assim fizeram vistas grossas em cima dela. Me pergunto o que justificaria”, questionou.


Sobre o empréstimo do governo do Estado de R$ 800 milhões para retomada das obras do Veículo Leve sobre Trilhos, Oscar disse que não votaria a matéria na Assembleia Legislativa.


“Já tivemos um entendimento, o próprio presidente Eduardo Botelho de que não votaria essa matéria. Fiz o pedido no dia que saiu o parecer do Ministério Público tinha colocado obstáculo nessa negociação e vários outros deputados fizeram da mesma forma. O Botelho optou, após a definição do acordo chancelado pelos MPs é que a matéria vai a plenário para apreciação”, explicou.


Questionado sobre a renegociação do Estado com o Consórcio VLT, o parlamentar disse que se sente frustrado pela CPI não ter sido instrumento usado para o parecer do MPF.


“Com essa chancela de não pactuar com a renegociação, acho que mesmo sem olhar a CPI, por eles não tiveram tempo, deve ter uma linha de investigação deles mesmos. Já viram o equívoco que seria fazer uma negociação nessa magnitude com o consórcio que não cumpriu os requisitos contratuais básicos que é o consórcio VLT Cuiabá e Várzea Grande, ou seja, a gente espera que ao longo da investigação ou dos próximos anos, as pessoas responsáveis sejam penalizadas. Fica uma vaga impressão de que é possível sim continuar a obra com esse mesmo consórcio e depois lá na frente é que os responsáveis vão ser penalizados, mas e o dinheiro público que foi para o ralo? O governo acredita que o secretário Wilson está confiante de que vai rever isso. Que os MPs vão rever essa situação. Daqui a pouco é chancelado o acordo e bola pra frente”.

 

Oscar ainda criticou o secretário de Estado de Cidades, Wilson Santos.

 

"Wilson tem um poder de persuasão gigante. Ele quer convencer, usa argumentos fantásticos. Por exemplo, questão da licitação do VLT é 22 quilômetros não é 44 quilômetros que a monovia. O Wilson criou ela e é dupla quando solicitou a obra. No Rio de Janeiro é dupla. Onde tem é dupla, mas para baixar ele disse que é 44 quilômetros. Ele é craque. O VLT aqui é o mais caro do país. Nós temos que ter a real no negócio. Só o simples fato dos vícios insanáveis do contrato não justifica tocar a obra. O MP está certo. O governo tem sido abençoado porque é uim livramento que vai acontecer para ele não tocar as obras. O VLT tem que ir para uma PPP. Não sou contra o VLT, mas PPP é o melhor caminho", disse.



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