Quinta, 24 de maio de 2018, 10h59
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Opinião

Pátria amada!

Neste período tão conturbado da vida nacional, seria salutar que nos lembrássemos de um sentimento que anda esquecido da vida nacional: o patriotismo

Neste período tão conturbado da vida nacional, seria salutar que nos lembrássemos de um sentimento que anda esquecido da vida nacional: o patriotismo. Não fosse a luta de patriotas não teríamos, sem traumas, a nação continental que temos hoje. Ela é a metade do continente sul americano e quase o tamanho do continente europeu.

A nossa colonização foi feita por aventureiros que vieram à procura de metais preciosos para se enriquecerem e voltarem para “A Terrinha”. Esta cultura de que o privado e o público se confundem no Brasil se deve a esta noção de que aqui valia tudo. Os donatários das Capitanias Hereditárias tinham poder de vida ou morte sobre tudo e todos em seus domínios. Eram uns senhores feudais! O salve como, o que e quem puder era a única lei. Esse desdém para com a coisa pública e com o próximo que permeia a sociedade brasileira, a nosso ver, tem aí a sua origem.

Eu quero me dá bem e os outros é que se danem! Os funcionários públicos estão entre o 01% da população mais bem aquinhoados do País. São donos de vida e morte sobre os destinos do Brasil. A desigualdade é abissal. A distância entre o maior e o menor salário é estratosférica. Na Inglaterra a distância entre o maior e o menor salário é de dez vezes. Aqui não ouso dizer quanto, pois não se recebe somente salários. Recebem-se, também, “auxílios” e benefícios de toda ordem que os transformam em verdadeiros potentados. Se abordados eles dirão que ganham pouco pelo muito que trabalham! E na Justiça ou no legislativo, quando questionados esses privilégios, os processos e projetos de lei são adiados pela perniciosa conveniência, e têm a mesma sorte comum: dormem em berço esplêndido.

Empresários e empresas que vivem à custa de incentivos fiscais graciosos enriquecem soberbamente. Grandes empresas fazem os empregados criarem empresas individuais e as contratam como prestador de serviço à revelia dos direitos trabalhistas. As dívidas fiscais e previdenciárias de grandes empresas dormitam nos escaninhos forenses.

Esgotos, lixos desde que na rua ou no quintal dos outros, não tem importância nenhuma. Meio ambiente em mãos espúrias ameaça grande parte do ecossistema e o descaso não se importa com ele nem com suas vítimas. As filas do descaso da saúde “mata mais que atropelamento de automover... que bala de revorver...” E os serviços de saúde continuam a ser entregues para empresas de eficácia duvidosas.

Boa parte dos políticos transformaram-se, em bem sucedidos empresários. As Operações Policiais contra a corrupção tem mostrado que a realidade é muito pior e maior do que se imaginava. Apropriaram-se de tudo que tinha valor: de dinheiro de estatais, obras, de fundo de aposentados a empréstimos consignados e etc.....

O patriotismo que permeou o nosso passado é uma bruma esmaecida pelo tempo. O salve quem puder passou a ser lei que norteiam relações com a pátria amada. Muita gente que se deu bem já foi ou está de malas prontas para se mudar para Miami, Califórnia, Portugal e ou outro destino. O País que se exploda! O Brasil é a pátria amada e idolatrada de filhos ímpios!

Renato Gomes Nery é advogado em Cuiabá. Email – rgnery@terra.com.br

 

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Neste período tão conturbado da vida nacional, seria salutar que nos lembrássemos de um sentimento que anda esquecido da vida nacional: o patriotismo. Não fosse a luta de patriotas não teríamos, sem traumas, a nação continental que temos hoje. Ela é a metade do continente sul americano e quase o tamanho do continente europeu. 

A nossa colonização foi feita por aventureiros que vieram à procura de metais preciosos para se enriquecerem e voltarem para “A Terrinha”. Esta cultura de que o privado e o público se confundem no Brasil se deve a esta noção de que aqui valia tudo. Os donatários das Capitanias Hereditárias tinham poder de vida ou morte sobre tudo e todos em seus domínios. Eram uns senhores feudais! O salve como, o que e quem puder era a única lei. Esse desdém para com a coisa pública e com o próximo que permeia a sociedade brasileira, a nosso ver, tem aí a sua origem.

Eu quero me dá bem e os outros é que se danem! Os funcionários públicos estão entre o 01% da população mais bem aquinhoados do País. São donos de vida e morte sobre os destinos do Brasil. A desigualdade é abissal. A distância entre o maior e o menor salário é estratosférica. Na Inglaterra a distância entre o maior e o menor salário é de dez vezes. Aqui não ouso dizer quanto, pois não se recebe somente salários. Recebem-se, também, “auxílios” e benefícios de toda ordem que os transformam em verdadeiros potentados. Se abordados eles dirão que ganham pouco pelo muito que trabalham! E na Justiça ou no legislativo, quando questionados esses privilégios, os processos e projetos de lei são adiados pela perniciosa conveniência, e têm a mesma sorte comum: dormem em berço esplêndido. 

Empresários e empresas que vivem à custa de incentivos fiscais graciosos enriquecem soberbamente. Grandes empresas fazem os empregados criarem empresas individuais e as contratam como prestador de serviço à revelia dos direitos trabalhistas. As dívidas fiscais e previdenciárias de grandes empresas dormitam nos escaninhos forenses.

Esgotos, lixos desde que na rua ou no quintal dos outros, não tem importância nenhuma. Meio ambiente em mãos espúrias ameaça grande parte do ecossistema e o descaso não se importa com ele nem com suas vítimas. As filas do descaso da saúde “mata mais que atropelamento de automover... que bala de revorver...” E os serviços de saúde continuam a ser entregues para empresas de eficácia duvidosas. 

Boa parte dos políticos transformaram-se,  em bem sucedidos empresários. As Operações Policiais contra a corrupção tem mostrado que a realidade é muito pior e maior do que se imaginava. Apropriaram-se de tudo que tinha valor: de dinheiro de estatais, obras,  de fundo de aposentados a empréstimos consignados e etc.....

O patriotismo que permeou o nosso passado é uma bruma esmaecida pelo tempo. O salve quem puder passou a ser lei que norteiam relações com a pátria amada.  Muita gente que se deu bem já foi ou   está de malas prontas para se mudar para Miami, Califórnia, Portugal e ou outro destino.  O País que se exploda! O Brasil é a  pátria amada e idolatrada de filhos ímpios!

Renato Gomes Nery é advogado em Cuiabá. Email – rgnery@terra.com.br

 



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