Terça, 19 de junho de 2018, 11h11
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Opinião

Eder Fethab - quem disse que o crime não compensa?

Pela ordem e moral é inconcebível um parlamento com vinte e quatro deputados deixar qualquer condenado pisar, chicotear, esmagar, as leis que a justiça exige respeito

Hoje, depois da fatídica ideia de mudança de personalidade do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) me veio à mente, a defesa das prerrogativas que qualquer instituição séria defende e exige. Não que novas opções e soluções possam ser adicionadas a essa fonte de receita, mas a ‘grita’ tem suas razões de ser: foi o cidadão de mente impossível de prisão, Eder Moraes. E absorvido de pronto por Oscar Bezerra, deputado do PV.

Apesar de inteligente seu argumento, até porque seu murro ou o meu devem ser da força de cada pensamento remete ao poder do metafórico elefante preso a um barbante: enquanto estiver alimentado em sua zona de conforto, nunca tentará absolvição. Essa é a ‘zica’ meu rei. Quem já viu, abraçou e até dormiu com o capeta, vai ter medo de quem?

Mas ninguém deixaria, por exemplo, um vira-latas cuidar de seu pacote de linguiça assim como um tarado da guarda de sua filha. Certo mano?

Eder sugeriu alteração na estrutura do Fethab, que passaria a ter capacidade de investimento e endividamento, personalidade jurídica, CNPJ próprio, conselho de administração e corpo técnico como funciona no campo privado. Oscar comprou a ideia do moço e por isso, o calor das ruas o consideram um louco.

Em circulação no interior, conheci um senhor conservador ‘daqueles’, que disparou e questionou: “Esse moço precisa respeitar nosso bigode. Onde já se viu uma coisa dessa: um criminoso dando palpite na nossa vida livre e honrada? No mesmo dia, um esclarecido politicamente rebateu: “Deixa o cara pensar. É direito dele ser certo ou errado”. Um humorista de plantão já soltou: “Esse deputado, daqui a pouco vai receber o Óscar.. [risos]...da ingenuidade)”.

Até aí dar para balancear a coragem do deputado Oscar Bezerra, aquele da ‘borduna’ de Juara. E também de muitos homens de bem presos, porque saíram da zona de conforto, para outras zonas.

Pela ordem e moral é inconcebível um parlamento com vinte e quatro deputados deixar qualquer condenado pisar, chicotear, esmagar, as leis que a justiça exige respeito. Como pensa o Conselho de Defesa Econômica de Mato Grosso? Quem está por trás dessa loucura? A grana. Se não entra daquele jeitinho, entra de outro, que por debaixo dos panos visa favorecer o preso solto ou os soltos querendo prisão. Passou do tempo em que ‘o crime não compensa’. Não ver Éder (e vários) com sua pulseira se dando bem?

Ubiratan Braga é jornalista, radialista e publicitário em Cuiabá



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