Terça, 27 de fevereiro de 2018, 16h08
Tamanho do texto A- A+


Judiciário / apelação do mpe

TJ julga na quarta recurso que pode anular júri do caso da jovem Maiana

Os três réus acusados de assassinar e ocultar o cadáver da jovem foram condenados pelo Tribunal de Júri em Cuiabá, no ano passado, a mais de 40 anos de prisão

André Souza/G1

Clique para ampliar

O Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso julga nesta quarta-feira (28), o recurso de apelação interposto pelo Ministério Público Estadual (MPE) para anular o júri do caso envolvendo a morte da adolescente Maiana Mariano, em 2011.

Os três réus acusados de assassinar e ocultar o cadáver da jovem foram condenados pelo Tribunal de Júri em Cuiabá, no ano passado, a mais de 40 anos de prisão.

O julgamento foi presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, durou dois dias.

O empresário Rogério da Silva Amorim, que mantinha um relacionamento com a vítima, foi sentenciado a 20 anos e 3 meses em regime fechado como mandante do crime e por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, recompensa e meio que dificultou a defesa da vítima).

Já Paulo Ferreira Martins, de 44 anos, que confessou ter asfixiado a adolescente, foi condenado a 18 anos e 9 meses por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, também em regime fechado.

Carlos Alexandre da Silva, de 34 anos, que confessou ter ajudado a enterrar o corpo da adolescente, foi condenado a um ano e seis meses em regime aberto.

O crime

Segundo a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual, no dia do homicídio, o empresário teria mandado Maiana descontar um cheque de R$ 500 e levar o dinheiro para um chacareiro. Ela foi ao banco com uma motocicleta que tinha ganhado do empresário e, depois, se dirigiu à chácara.

De acordo com o Ministério Público, a jovem foi morta na chácara e teve o corpo colocado dentro de um carro de passeio e, em seguida, deixado na região da Ponte de Ferro.

Os restos mortais da adolescente foram encontrados no dia 25 de maio de 2012, cinco meses após o crime. Maiana e Rogério mantiveram um relacionamento extraconjugal por aproximadamente um ano e estavam vivendo juntos havia cinco meses, em regime de união estável, quando o assassinato foi cometido.

A ex-mulher de Rogério Amorim também foi denunciada pelo MPE como participante dos crimes, mas a Justiça considerou que não havia indícios da participação dela.

O corpo da vítima foi sepultado sete meses após o desaparecimento e morte da adolescente, no Distrito do Coxipó do Ouro, em Cuiabá. Um dos acusados do crime foi quem indicou para a polícia o local onde o corpo havia sido enterrado.



AVALIE:
0
0
0 Comentário(s).

COMENTE
Nome:
E-Mail:
Dados opcionais:
Comentário:

FECHAR

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

FECHAR
Mato Grosso Notícias © 2018 - Todos os direitos reservados