Sexta, 14 de julho de 2017, 15h21
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Judiciário / trabalho ininterrupto

Força-tarefa movimenta 8,5 mil processos em Poconé

De acordo com a desembargadora corregedora Maria Aparecida Ribeiro, o objetivo “é garantir a celeridade processual e oferecer uma prestação jurisdicional mais efetiva ao cidadão”



Aproximadamente 8,5 mil processos foram impulsionados em Poconé (a 104km de Cuiabá) durante uma força-tarefa promovida pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT).

 

Foram dez dias de trabalho ininterruptos dos juízes designados Gerardo Humberto Alves Silva Junior, da 2ª Vara de Diamantino, e Olinda de Quadros Altomare Castrillon, da 11ª Vara Cível de Cuiabá, e de uma equipe de servidores e assessores.

 

Os magistrados atuaram em regime de cooperação com a juíza Kátia Rodrigues Oliveira, da Vara Única.

 

Poconé foi a segunda comarca mato-grossense a receber essa ação da CGJ-MT, que visa atender unidades com elevado número de processos e quadro reduzido de servidores.

 

De acordo com a desembargadora corregedora Maria Aparecida Ribeiro, o objetivo “é garantir a celeridade processual e oferecer uma prestação jurisdicional mais efetiva ao cidadão”.

 

O trabalho resultou na inclusão de mais de milhares de andamentos no sistema pelos servidores, além da prolação de 194 sentenças com resolução de mérito, 17 sentenças sem resolução de mérito, 106 decisões interlocutórias e 17 despachos pelos juízes cooperadores.

“A meta proposta foi alcançada, pois olhamos todos os processos separados pela juíza titular da Vara. Ou seja, zeramos essa demanda represada e não deixamos nada pendente. E o melhor foi poder ver a satisfação e a felicidade dos moradores da cidade. Recebemos agradecimentos no hotel, no restaurante durante o almoço, e isso é bastante gratificante”, afirmou Gerardo Junior.

 

“Fomos muito bem recebidos e os processos disponibilizados conforme o previsto. Apesar de sabermos que ainda há muito trabalho a ser feito, conseguimos ajudar. Além dos processos já arquivados, teremos reflexos no futuro em razão do impulsionamento”, acrescentou Olinda Castrillon.

 

Segundo a juíza Olinda Castrillon, foi constatado que o principal problema está na escrivania, onde havia muitos processos sem andamento.

 

Marya Santana de Souza, gestora judiciária da 4ª Vara de Família e Sucessões de Cuiabá, que participou do projeto, compactua dessa mesma opinião. Conforme a servidora, “o gargalo estava na secretaria e não no gabinete”.

 

Marya disse ainda que o objetivo proposto foi alcançado, uma vez que a equipe foi orientada e direcionada. “Conseguimos com êxito cumprir o que foi determinado pela CGJ-MT e pela juíza da comarca”, enfatizou.

Para a juíza Kátia Rodrigues Oliveira, da Vara Única de Poconé, a iniciativa da Corregedoria “foi excelente” e o resultado da força-tarefa “incrível, espetacular”.

 

“A comarca possui cerca de 16 mil processos e agradeço muito pelo apoio da CGJ-MT. Todos ficaram bastante satisfeitos, advogados elogiaram e reconheceram o trabalho”, contou.

 

De acordo com a magistrada, 383 processos foram arquivados no período e a expectativa é que esse número aumente consideravelmente nas próximas semanas, em razão do impulsionamento.

 

“Sugerimos uma nova etapa do projeto após decorrer o prazo das movimentações feitas, para reduzirmos ainda mais o estoque”, reivindicou.



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