Sexta, 14 de julho de 2017, 09h39
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Judiciário / efeitos grampos

AMAM repudia ameaças feitas por agentes públicos contra desembargador do TJ

Perri preside as investigações instauradas no Tribunal de Justiça, a partir de uma notícia/crime interposta pela Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso (OAB-MT)

A Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), por meio de nota, repudiou pressões espúrias e ameaças pessoais contra o desembargador do Tribunal de Justiça, Orlando de Almeida Perri, por agentes públicos interessados ‘em ver frustradas as investigações criminais energicamente conduzidas por ele’.

 

Perri preside as investigações instauradas no Tribunal de Justiça, a partir de uma notícia/crime interposta pela Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso (OAB-MT), após vir à tona após uma denúncia do então secretário de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso, Mauro Zaque, a Procuradoria-Geral da República, dando conta de que o governador Pedro Taques tinha conhecimento do caso e nada fez.

 

“Expedientes desse jaez destoam do mínimo que se espera de um Estado Democrático de Direito, razão porque devem ser combatidos com toda a força pelas Instituições Republicanas, dado que ao Judiciário atribuiu a Constituição exatamente essa atividade de prevenção e repressão de atos criminosos tais quais as escutas telefônicas clandestinas, que ora se investiga”, diz um trecho da publicação.


Confira a íntegra da nota

 

A Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), entidade que congrega os Magistrados deste Estado, no exercício do seu mister estatutário e institucional, ao tomar conhecimento nesta quinta-feira (13.07), na Sessão do Pleno do Tribunal de Justiça deste Estado, que o Desembargador Orlando de Almeida Perri vem sofrendo pressões espúrias e até ameaças pessoais, em virtude de sua relatoria na investigação acerca de interceptações telefônicas clandestinas e ilegais, vem a público declarar perante os Operadores do Direito e a sociedade mato-grossense em geral que:

1. Repudia com veemência qualquer ato de intimidação do Magistrado Orlando de Almeida Perri, maxime quando essas intimidações tem origem em ações de agentes públicos interessados em ver frustradas as investigações criminais por ele energicamente conduzidas;

2. A AMAM apresenta a público sua solidariedade institucional ao Magistrado e se coloca a disposição para acionar todos os meios legais, inclusive por intermédio da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), para garantir ao Desembargador Orlando Perri a tranquilidade e a independência para levar a bom termo o seu trabalho enquanto Magistrado;

3. Expedientes desse jaez destoam do mínimo que se espera de um Estado Democrático de Direito, razão porque devem ser combatidos com toda a força pelas Instituições Republicanas, dado que ao Judiciário atribuiu a Constituição exatamente essa atividade de prevenção e repressão de atos criminosos tais quais as escutas telefônicas clandestinas, que ora se investiga;

4. O cidadão mato-grossense pode ter certeza que esses fatos serão investigados até o fim, com isenção e independência, dado que esses são atributos bem característicos do relator Desembargador Orlando Perri, além da coragem e destemor;

5. A Associação Mato-grossense de Magistrados estará alerta ao desenrolar de todos os fatos e atuará prontamente na defesa da integridade pessoal e funcional do Desembargador Relator, nas esferas estaduais ou nacionais, denunciando perante a sociedade toda e qualquer iniciativa tendente a frustrar as investigações e perante os Tribunais Superiores, se necessário for.

 



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