Sexta, 12 de janeiro de 2018, 06h00
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Geral / IMUNIZAÇÃO

Clínicas particulares têm escassez ou falta de vacina da febre amarela

Com aumento da demanda, centros particulares estão consumindo seus estoques

Diante da alta demanda, centros particulares de vacinação registram falta ou escassez de vacinas da febre amarela. O G1 ligou para seis clínicas em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Ou os estoques estão prestes a acabar ou não há, de fato, a vacina disponível -- que tem o preço mínimo de R$ 150.

Também a assessoria do grupo Dasa, que conta com centros em todo o Brasil, como o Delboni e o Lavoisier, diz que não há estoque de vacinas em todo o país devido à alta procura. "Os clientes estão sendo orientados a retomar o contato semanalmente para confirmar a disponibilidade da vacina", informou o grupo.

Em São Paulo, clínicas chegaram a incluir a informação numa gravação no menu da central de atendimento. A busca aumentou após a divulgação de mortes e casos da doença, e a adoção da dose fracionada, de 0,1 ml, na terça-feira (9), pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Nos centros particulares, a principal fornecedora é a Sanofi, que importa a vacina da França. A Sanofi informou está buscando alternativas para garantir o suprimento. "A companhia tem recebido um aumento inesperado de demanda", disse. Ela aponta ainda que podem ocorrer restrições no processo de importação.

A empresa informa que aumentou sua produção em 300% entre 2016 e 2017.

A Sanofi não deu uma previsão para o fornecimento nos centros que estão sem vacina. Segundo a companhia, no entanto, "a empresa está empenhada em atender todos os pedidos de vacinas o mais breve possível".

No SUS, o fornecimento é feito pela Fiocruz, uma instituição pública que fabrica a vacina no Brasil e não a fornece para clientes privados. Para garantir a vacina gratuitamente, a instituição vai fracionar a dose (dividir a dose padrão).

Brasileiro pode se frustrar em centrais de atendimento

Nas ligações realizadas pelo G1 a centrais de atendimento de clínicas privadas de vacinação, muitas vezes não se chega nem a falar com um atendente: a informação sobre a indisponibilidade da vacina já é dada no primeiro contato, com uma gravação.

A central do laboratório Lavoisier (SP), por exemplo, incluiu em seu menu na central de atendimento um item só sobre a febre amarela. Ao digitar "1", a gravação informa: "Devido à alta procura pela vacina da febre amarela, informamos que não há estoque".

Já na central do Delboni, também em São Paulo, a atendente informou não ter vacina para a febre amarela. "Não temos mais estoque para essa vacina. Estamos aguardando informações". O último preço da vacina, informou a funcionária, estava em R$ 181 e o imunizante é aplicado mediante agendamento.

No centro de vacinas do Fleury, em face da demanda, uma gravação na central de atendimento já avisa que não há o imunizante. "O laboratório Fleury informa que não há a vacina da febre amarela."

Em Belo Horizonte (MG), a situação no laboratório Imunológica Vacinas é mais dramática: a central informou estar há mais de um ano sem a vacina. "Estamos sem vacina desde agosto de 2016", informou a atendente. "Não há nenhuma previsão, mas a última dose custava R$ 180."

Em Vitória (ES), a atendente do laboratório SIS Vacinas informou que a vacina até estava disponível, mas que havia poucas doses. O preço informado foi de R$ 150.

Já no Rio de Janeiro, a central de atendimento da clínica Vaccini informou que havia doses da vacina, no valor de R$ 180, mas que não poderia garantir a dose porque a demanda estava imprevisível.



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